Nossa Senhora de Machede


Extraído de - http://www.evora.net/jfnsmachede/default.htm
NOSSA SENHORA DE MACHEDE (SANTA MARIA DE MACHEDE)
Nota Introdutória:
Orago: Nossa Senhora da Natividade
Antiga comenda do hábito de São Pedro.
Em 1750, tinha 184 fogos, distribuídos por 886 habitantes, chegando a 1875 com 300 fogos.
O censo de 1950, deu-lhe 2.407 habitantes.
A Mitra apresentava o cura, que recebia 260 alqueires de trigo e 120 de cevada.

HISTÓRIA
Machede é a alatinação do termo árabe "madchas", que significa Terra do Senhor ou Lugar Santo. Aglomerado rural desde épocas imemoriais (Pinho Leal atribuí-lhe tão remota origem, que funda a paróquia no ano 672, governando o Rei Godo Wamba).
Não se conhece concretamente qual a data da fundação da povoação, mas sabe-se que a sua origem vem de épocas remotas e a sua área englobava também as actuais freguesias de S. Miguel de Machede e de S. Bento do mato. É também sabido que, no início da nacionalidade, a povoação de Nossa Senhora de Machede era administrada pela Igreja Eborense, pelo que se pode afirmar que, quer a povoação, quer a freguesia, são das mais antigas do concelho de Évora.
A separação da vasta facha latifundiária, que vinha então desde os limites da Graça do Divor aos confins das inabitadas terras de São Vicente de Valongo, constituindo duas freguesias místicas, verificou-se, segundo parece, na época das profundas reformas agrárias verificada no sábio governo de D. Afonso III.
A existência do primeiro edifício religioso de Machede, absorvido pelo actual, remontava ao reinado de D. Afonso II e foi sagrado em 1221, conforme reza a lápida coeva sobrepujante ao portado axial da mesma Igreja. Temos, pois, por esta importante referência escrita, conhecimento da mais antiga freguesia rural do Concelho de Évora.
A atestar a mesma ancianidade, quando da reforma dos Livros Paroquiais, em 1532, determinada pelo bispo D. Afonso, cardeal-infante e filho do Rei D. Manuel, o mesmo que concedeu à paroquial amplas isenções aos neófitos que nela recebessem os sagrados óleos do baptismo... ser a mais antiga destas partes de que há padrão no cartório dela (Lápida do baptitério).
Na freguesia tem aparecido objectos romanos: no 3.º quartel do século passado foi descoberto um túmulo clássico que, por venda, transitou para Azaruja servindo de bebedouro de animais.

IGREJA PAROQUIAL
Lançou-se a primeira pedra do edifício no dia 2 de Fevereiro de 1624, o qual se deveu à magnanimidade dos fiéis da freguesia e, para o efeito demoliu-se aos fundamentos um velhinho templete gótico que fora sagrado em 1221, reinando D. Afonso II, conforme se lê na lápida de números árabes colocada na sua fachada.
Templo de amplas proporções, de alvenaria, é lançado na direcção meridional, composto de uma nave contrafortada, de três ramos, com bolas decorativas na platibanda e alpendre de três arcos de abóbada de aresta, sobrepujado por dois pitorescos campanários de sinos de bronze com frontões de enrolamento. Possui janela rectangular, com grades de ferro forjado e relógio moderno.
Vasto adro murado, defende a zona da Igreja.
O portado principal, de verga e ombreiras emolduradas, de mármore, é documentado pela inscrição da obra reformadora:
REFORMOUSSE ESTA IGREJA TODA DE NOVO COM ESMOLAS DOS FREGUESES DADAS LIVRE / MENTE SEM FINTA: POS-SE A PRIMEIRA PEDRA DIA DA PURIFICASSAO DE Nª Sª DE 1624 FI / CANDO DENTRO A PRIMEIRA ANTIGA ATE SE FECHAR A NOVA CVJA PRIMEIRA AN / ITIGUIDADE HE DE 1221 ANNOS COMO SE VE DA PEDRA ASIMA. QUE ESTAVA NO FECHO / DO PORTAL ANTIGO DA IGREJA ANTIGA ASSI E DO MODO Q. ORA SE VE. LAVS DEO ET. B.M. VRO



Algumas imagens desta bela aldeia...

Casa onde nasci.

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